O PAPEL DA LOGÍSTICA NA GLOBALIZAÇÃO
" Em termos de administração, a Logística é a última barreira a ser transposta"
Peter Drucker, 1963
Antes de adentrarmos ao artigo propriamente dito, façamos um preâmbulo do que seja a Logística e sua definição. No tocante a sua definição, temos:
LOGÍSTICA, do francês LOGISTIQUE:
" Parte da arte da guerra que trata do Planejamento e da realização de:
a. Projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material ( para fins operativos e administrativos );
b. Recrutamento, incorporação, instrução e adestramento, designação, transporte, bem estar, evacuação, hospitalização e desligamento de pessoal;
c. Aquisição ou construção, reparação, manutenção e operação de instalações e acessórios destinados a ajudar o desempenho de qualquer função militar;
d. Contrato ou prestação de serviços.
(in, Ferreira, Aurélio Buarque de Hollanda, Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 2ª edição, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1986, p. 1045)
Isto posto, o termo logística, foi desenvolvido pelos militares, para designar estratégias de abastecimento de seus exércitos nos "fronts" de guerra, com o intuito de que nada lhes faltasse. E o que não poderia faltar aos soldados num "front" de guerra ? Ora, armamentos, munições, medicamentos, alimentos, vestuários adequados nas quantidades certas e ao tempo certo, pois não adiantaria absolutamente nada os soldados receberem tudo aquilo que necessitavam depois de debelados pelos inimigos. A logística , então surge aí. O primeiro general a utilizar esse termo, foi o general Von Claussen, de Frederico da Prússia, e foi desenvolvido mais adiante pela Inteligência Americana – CIA, juntamente com os professores de Harvard, para a 2ª grande guerra. Logo depois, em meados de 1950, a logística, surge como matéria na Universidade de Harvard, nas cadeiras de Engenharia e Administração de Empresas. Isto posto, adentremos ao nosso artigo.
Em tempos de globalização e de alta competitividade empresarial, a logística, hoje em dia, é sem sombra de dúvidas o grande diferencial em termos de gestão administrativa. Em outros tempos, havia uma forma diversa de se administrar, bem mais empírica, com a qual as empresas sequer tomavam conhecimento de pontos que hoje são de vital importância e imprescindíveis, tais como, prazos a cumprir, qualidade, inovação tecnológica e a apuração real de seus custos logísticos, que hoje sabemos girar em torno de 30 % do overhead das empresas. Com o passar do tempo, e em função de um maior aculturamento da sociedade de massa de consumo, as empresas descobriram que os consumidores tornaram-se cada vez mais exigentes em relação aos pontos já citados, e principalmente com os preços com que os produtos chegam aos pontos de venda. E, é com esse objetivo de se poder atender cada vez melhor essa massa de consumidores, que as empresas passaram a dar maior valor à logística, bem como a esse profissional. A importância que se tem atribuído à área da logística, deve-se ao fato das empresas estarem investindo cada vez mais nos seus Centros de Distribuição, Construção ou Readequação, Layouts, Equipamentos de Movimentação e Armazenagem, Softwares de Gestão, Softwares de Roteirização, Radiofrequência , Hardwares, bem como em Consultoria, com o objetivo de tornarem-se empresas altamente competitivas, com baixos custos e uma maior lucratividade. Já com relação ao perfil do profissional da área, com o desenvolvimento mencionado, também este teve um grande aumento da abrangência de seu escopo de atuação, ou seja, ele deve ter agregado a si um forte conhecimento de T.I., Tecnologia de Informação, pois tudo, hoje, gira em torno de Informação / Comunicação, bem como um grande conhecimento técnico do assunto. Traçando um paralelo com tempos não muito distantes, o profissional de logística, era simplesmente aquela pessoa lotada no "fundo de um armazém", com a tarefa única de controlar transportes. Com o passar do tempo, a logística evoluiu, e a esse profissional foi dada uma atribuição maior, ou seja, ele passou a cuidar do armazém, com a responsabilidade de controlar todo o Recebimento, Expedição, bem como todo o Estoque e o Inventário. Além da incumbência de gerir o Armazém, foi dada ao profissional de logística a tarefa de gerir a Produção passando a controlar todo o P.P.C.P., Programação, Planejamento e Controle da Produção. Assim, com as tarefas abrangentes referidas, aquele que até então só cuidava do Transporte, teve que se amoldar ao novo perfil de profissional exigido pelo novo cenário criado pela globalização. Ora, com toda a evolução tecnológica e acadêmica, esse profissional passa a
ter a responsabilidade de gerir o que chamamos de Supply Chain, ou numa tradução livre, a própria Cadeia de Abastecimento. Essa Cadeia de Abastecimento, corresponde desde a Previsão de Entrada de Matéria Prima, no caso de uma indústria de transformação, ou de produtos acabados - no caso de um atacadista ou distribuidor, até o " feed back " da entrega dos produtos ao cliente ou consumidor final. Com o mundo cada vez mais exigente, as empresas passaram a dar um valor bem maior à logística, pois ela é a responsável pela permanência no seu mercado de atuação, em virtude de poderem administrar melhor os seus custos de matérias – prima ou produtos, transportes, produção e estocagem bem como de seus prazos de entrega. Façamos um exercício prático e simples: Hoje em dia se um consumidor vai a algum ponto de venda e não encontra a marca que atenda às suas reais necessidades, desejos e valores, ele acaba optando por outra, e como a palavra logística é de origem militar, certamente essa marca não existente acabará perdendo uma batalha muito séria, que poderá levá-la a perder a guerra, e assim acabará sucumbindo. Ilustrando o que fora dito acima: Uma determinada marca de eletro – eletrônico deixou de entregar seus produtos, quais sejam, aparelhos de C.D., fornos microondas, e TV’s a um determinado ponto de venda. Esse determinado ponto de vendas não ocupou o espaço referente a tal marca, mas em contra partida colocou um aviso que ocupava todo o espaço a ela referente :
"ESPAÇO RESERVADO PARA A EMPRESA NONONONO, QUE NÃO NOS ENTREGOU SEUS PRODUTOS "
Ora, maior penalização que essa não pode haver. Esse é com certeza o Marketing que nenhuma empresa neste novo cenário de alta competitividade gostaria de ter, ou seja, a ineficiência e a ineficácia da sua logística, que levaram-na a passar por tal vexame de não possuir seus produtos no ponto de venda. E isso contraria os preceitos básicos da logística, que diz:" Os produtos devem estar nos lugares certos , na hora certa, nas quantidades certas, ao menor custo possível " Portanto essa empresa contrariou tudo e com isso perdeu mercado importante e com certeza para conseguir retomá-lo será muito difícil, principalmente hoje, quando a competitividade é muito grande com estrangeiros chegando e com estruturas muito bem elaboradas, concatenadas para suprir o mercado. Enfim, o papel da logística na globalização é o de ser responsável para que tais fatos não mais ocorram, já hoje embora, ainda não possuamos cursos de Graduação ou de Pós-graduação devidamente referendados pelo Ministério da Educação, ou seja devidamente reconhecidos, mas em contra partida temos vários Cursos rápidos, Seminários, Congressos e Feiras, que servem como
especialização para os profissionais que atuam na área ou para aqueles que desejam nela adentrar.
Resumindo : Os profissionais que são da área devem sempre estar se atualizando e aos futuros logísticos que procurem sempre estarem ‘up to date" em relação ao que está acontecendo no mundo, pois o grande fator diferencial e determinante entre a empresa ser altamente competitiva e permanecer no mercado ou sucumbir é a sua logística !!!!!!!!!!!!!!!
Ítalo Amauri Gallo, Especialista em Logística. italo.gallo@uol.com.br Esta página é parte integrante do www.guiadelogistica.com.br .
terça-feira, 3 de setembro de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
Congestionamento faz Porto de Santos perder mais de R$ 800 milhões.
Lyne Santos
Para minimizar os problemas viários enfrentados na região da Alemoa – que já chegaram a bloquear R$ 800 milhões em investimentos no Porto de Santos – a Prefeitura está elaborando um plano logístico operacional, que deverá ser implantado até o final do ano. A ação conta com o apoio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Ecovias, empresários, governo estadual, entre outros intervenientes. Por enquanto, o projeto encontra-se em fase de análise técnica.
“O plano está sendo discutido para que melhore a infraestrutura logística da Alemoa. Estamos fomentando a discussão com todos os atores que estão envolvidos no problema. Se todos retornarem com a velocidade esperada, acredito que possa sim ser concluído neste ano”, disse o secretário adjunto da Secretaria de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos (Seport), Frederico Abdalla.
Ele participou, na manhã de quinta-feira, de mais uma reunião da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA). Na ocasião, representantes de terminais instalados nesse trecho do cais santista aproveitaram para demonstrar sua insatisfação com o caos constatado no local diariamente. O próximo passo é levar as reivindicações para o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, na capital.
Tráfego desordenado com filas de caminhões gerando congestionamentos é o principal cenário encontrado pelos que precisam passar todos os dias pela região.
“A Alemoa é o único ponto de entrada do Porto de Santos, que é o maior da América do Sul. Se não tivermos uma possibilidade de uma entrada viável e planejada vamos continuar tendo os problemas”, mencionou o vice-presidente da AMA e diretor executivo da Stolthaven, Mike Sealy.
Para ele, nem mesmo o agendamento de caminhões tem resolvido os entraves, que muitas vezes impossibilitam a ida para São Paulo e fazem empresários optarem por trabalhar em casa boa parte do dia. “Com o estrangulamento que temos mais pra trás, o agendamento não pode ser feito, porque (a carreta) não consegue chegar na hora marcada”, disse Sealy, que também atua como diretor técnico da Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL).
O início iminente das operações da Brasil Terminal Portuário (BTP) e questões relacionadas a segurança também foram levantadas pelos empresários durante a reunião. Nem mesmo um buraco na Rua Albert Schweitzer, que dificulta a passagem dos caminhões, foi esquecida pelo participantes.
Entre os envolvidos nos debates estavam representantes da Fassina, S. Magalhães e Ultracargo. “Para onde vai a fila da BTP? Para a Anchieta ou próximo ao Tecondi? Não está planejado”, questionou um dos empresários, que chegou a comentar o interesse da GM (General Motors) em deixar o Porto de Santos e migrar para Paranaguá (PR), Sepetiba (RJ) e Rio Grande (RS), devido as gargalos existentes no complexo. Na Alemoa, a movimentação de veículos é feita na Deicmar.
Investimentos
E a perda de empresas não é o único reflexo da situação na Alemoa. Enquanto o problema não é resolvido, o cais santista também fica sem investimentos. “Primeiro paramos por causa da MP595 (que deu origem ao novo marco regulatório do setor), agora, falando pelo segmento de graneis líquidos, estamos deixando de investir cerca de R$ 800 milhões”, garantiu Sealy, que acaba de voltar do exterior, onde uma das principais preocupações do governo é com a infraestrutura. “Aqui é a última coisa”.
Coordenador do plano integrado de emergência dos líquidos a granel, Sealy teme a dificuldade de acesso dos bombeiros ao local, em caso de calamidade. “Estamos seriamente preocupados, pois não terão como entrar e sair”, disse. O diretor da Stolthaven também estava insatisfeito com a falta de pátios reguladores para equilibrar o fluxo entre os produtores e recebedores da carga.
“É muito difícil conseguir fazer um tráfego linear. Os produtores não têm infraestrutura para produzir o que estão produzindo, então imediatamente colocam nos caminhões, que não têm onde ficar e vêm pro Porto”, explicou.
Diante do cenário negativo, o plano da Prefeitura é minimizar os impactos a curto prazo, enquanto as obras na entrada da Cidade não são concretizadas. Para isso, conta, principalmente, com o apoio dos empresários. Nesse sentido, os terminais ficaram de enviar para a Seport três informações consideradas fundamentais: o plano logístico do terminal, capacidade estática e quantos veículos as instalações têm capacidade de absorver nos pátios.
Com esses dados e a análise técnica de engenheiros e arquitetos, o projeto poderá sair do papel com ações que incluem a inversão de ruas e a criação de baias de estacionamento nas calçadas. “Não vamos fazer nada sem ouvir os empresários e também devemos chamar os caminhoneiros. É preciso ter todos os atores sentados com o mesmo foco”.
Para minimizar os problemas viários enfrentados na região da Alemoa – que já chegaram a bloquear R$ 800 milhões em investimentos no Porto de Santos – a Prefeitura está elaborando um plano logístico operacional, que deverá ser implantado até o final do ano. A ação conta com o apoio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Ecovias, empresários, governo estadual, entre outros intervenientes. Por enquanto, o projeto encontra-se em fase de análise técnica.
“O plano está sendo discutido para que melhore a infraestrutura logística da Alemoa. Estamos fomentando a discussão com todos os atores que estão envolvidos no problema. Se todos retornarem com a velocidade esperada, acredito que possa sim ser concluído neste ano”, disse o secretário adjunto da Secretaria de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos (Seport), Frederico Abdalla.
Ele participou, na manhã de quinta-feira, de mais uma reunião da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA). Na ocasião, representantes de terminais instalados nesse trecho do cais santista aproveitaram para demonstrar sua insatisfação com o caos constatado no local diariamente. O próximo passo é levar as reivindicações para o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, na capital.
Tráfego desordenado com filas de caminhões gerando congestionamentos é o principal cenário encontrado pelos que precisam passar todos os dias pela região.
“A Alemoa é o único ponto de entrada do Porto de Santos, que é o maior da América do Sul. Se não tivermos uma possibilidade de uma entrada viável e planejada vamos continuar tendo os problemas”, mencionou o vice-presidente da AMA e diretor executivo da Stolthaven, Mike Sealy.
Para ele, nem mesmo o agendamento de caminhões tem resolvido os entraves, que muitas vezes impossibilitam a ida para São Paulo e fazem empresários optarem por trabalhar em casa boa parte do dia. “Com o estrangulamento que temos mais pra trás, o agendamento não pode ser feito, porque (a carreta) não consegue chegar na hora marcada”, disse Sealy, que também atua como diretor técnico da Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL).
O início iminente das operações da Brasil Terminal Portuário (BTP) e questões relacionadas a segurança também foram levantadas pelos empresários durante a reunião. Nem mesmo um buraco na Rua Albert Schweitzer, que dificulta a passagem dos caminhões, foi esquecida pelo participantes.
Entre os envolvidos nos debates estavam representantes da Fassina, S. Magalhães e Ultracargo. “Para onde vai a fila da BTP? Para a Anchieta ou próximo ao Tecondi? Não está planejado”, questionou um dos empresários, que chegou a comentar o interesse da GM (General Motors) em deixar o Porto de Santos e migrar para Paranaguá (PR), Sepetiba (RJ) e Rio Grande (RS), devido as gargalos existentes no complexo. Na Alemoa, a movimentação de veículos é feita na Deicmar.
Investimentos
E a perda de empresas não é o único reflexo da situação na Alemoa. Enquanto o problema não é resolvido, o cais santista também fica sem investimentos. “Primeiro paramos por causa da MP595 (que deu origem ao novo marco regulatório do setor), agora, falando pelo segmento de graneis líquidos, estamos deixando de investir cerca de R$ 800 milhões”, garantiu Sealy, que acaba de voltar do exterior, onde uma das principais preocupações do governo é com a infraestrutura. “Aqui é a última coisa”.
Coordenador do plano integrado de emergência dos líquidos a granel, Sealy teme a dificuldade de acesso dos bombeiros ao local, em caso de calamidade. “Estamos seriamente preocupados, pois não terão como entrar e sair”, disse. O diretor da Stolthaven também estava insatisfeito com a falta de pátios reguladores para equilibrar o fluxo entre os produtores e recebedores da carga.
“É muito difícil conseguir fazer um tráfego linear. Os produtores não têm infraestrutura para produzir o que estão produzindo, então imediatamente colocam nos caminhões, que não têm onde ficar e vêm pro Porto”, explicou.
Diante do cenário negativo, o plano da Prefeitura é minimizar os impactos a curto prazo, enquanto as obras na entrada da Cidade não são concretizadas. Para isso, conta, principalmente, com o apoio dos empresários. Nesse sentido, os terminais ficaram de enviar para a Seport três informações consideradas fundamentais: o plano logístico do terminal, capacidade estática e quantos veículos as instalações têm capacidade de absorver nos pátios.
Com esses dados e a análise técnica de engenheiros e arquitetos, o projeto poderá sair do papel com ações que incluem a inversão de ruas e a criação de baias de estacionamento nas calçadas. “Não vamos fazer nada sem ouvir os empresários e também devemos chamar os caminhoneiros. É preciso ter todos os atores sentados com o mesmo foco”.
MDIC e Embaixada dos EUA promovem seminário sobre mudanças de regras americanas na importação de alimentos.
Diante de mudanças de regras para a importação de alimentos nos Estados Unidos, por conta da Lei de Modernização da Segurança Alimentar (FSMA, na sigla em inglês), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil promovem, no próximo dia 13 agosto, seminário sobre o tema, com apresentação da vice-diretora regional do órgão do governo norte-americano Food and Drug Administration (FDA), Ana Maria Osorio. O evento será realizado de 9h às 12h30, no edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Brasília. As vagas são limitadas e os interessados devem fazer a inscrição até o dia 6 de agosto (saiba mais).
O objetivo do seminário é garantir a compreensão correta da nova legislação e das suas implicações para os exportadores brasileiros que vendem aos Estados Unidos. A participação dos setores público e privado, envolvidos na cadeia de produção, manuseio e comercialização de alimentos, é importante para conhecimento de eventuais obrigações e responsabilidades. A nova legislação norte-americana pretende prevenir doenças, gerenciar riscos e aumentar o controle da qualidade dos alimentos no país, tanto nacionais quanto importados. A complexidade das regras envolvem práticas relacionadas à rastreabilidade de produtos importados e requisitos de processamento e cultivo dos alimentos.
O FSMA está em vigor desde 2011, com partes das regulamentações prontas, em fase de implementação, e outras sendo elaboradas. As normas que tratarão sobre a responsabilização dos importadores ainda estão pendentes, em fase de consultas. O MDIC, preocupado com tema, vem debatendo a questão com o governo americano e com o setor privado brasileiro para que haja maior esclarecimento sobre estes termos da legislação, previstos para vigorar no futuro.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
André Diniz
O objetivo do seminário é garantir a compreensão correta da nova legislação e das suas implicações para os exportadores brasileiros que vendem aos Estados Unidos. A participação dos setores público e privado, envolvidos na cadeia de produção, manuseio e comercialização de alimentos, é importante para conhecimento de eventuais obrigações e responsabilidades. A nova legislação norte-americana pretende prevenir doenças, gerenciar riscos e aumentar o controle da qualidade dos alimentos no país, tanto nacionais quanto importados. A complexidade das regras envolvem práticas relacionadas à rastreabilidade de produtos importados e requisitos de processamento e cultivo dos alimentos.
O FSMA está em vigor desde 2011, com partes das regulamentações prontas, em fase de implementação, e outras sendo elaboradas. As normas que tratarão sobre a responsabilização dos importadores ainda estão pendentes, em fase de consultas. O MDIC, preocupado com tema, vem debatendo a questão com o governo americano e com o setor privado brasileiro para que haja maior esclarecimento sobre estes termos da legislação, previstos para vigorar no futuro.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
André Diniz
Exportação em julho teve terceiro maior resultado para o mês.
As exortações brasileiras em julho de 2013 tiveram a terceira maior média diária para este mês na série histórica da balança comercial, com resultado de US$ 904,7 milhões, ficando atrás apenas dos valores registrados em 2011 (US$ 1,06 bilhão) e 2012 (US$ 954,7 milhões). No acumulado do ano, as vendas nacionais ao mercado exterior foram de US$ 135,2 bilhões, terceira maior cifra para o período de janeiro a julho na série histórica.
A importação mensal teve a maior média diária para meses de julho (US$ 987,1 milhões) e, no acumulado do ano, as compras foram também recordistas, alcançando o valor de US$ 140,2 bilhões. No mês, houve déficit de US$ 1,9 bilhão e, no ano, o saldo negativo chegou a US$ 4,989 bilhões.
Em entrevista coletiva realizada hoje, no auditório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres, destacou o fato de que, excluídas as exportações de petróleo e derivados, as demais vendas brasileiras alcançaram o valor recorde no acumulado anual, de US$ 123,9 bilhões, superando o de 2011 (US$ 122,9 bilhões). Tatiana avaliou também que, excluindo as transações de petróleo e derivados (exportações e importações), o Brasil aferiu superávit de US$ 10,453 bilhões. “Para entender os resultados da balança comercial no ano de 2013, é preciso observar a movimentação da conta petróleo”, afirmou.
A secretária comentou que o déficit atual acumulado no ano na balança comercial, apesar de ser o maior na série histórica, pode ser contextualizado em relação ao total exportado. Nesta comparação, o déficit representou 3,7% do total exportado. Este percentual é o quarto maior ficando atrás das proporções deficitárias registradas em 1995 (16,6%), 1997 (9,1%) e 1998 (7,3%).
Tatiana manteve a previsão feita ao início do ano de que o Brasil terá superávit na balança comercial em 2013, com valor menor que o registrado em 2012, quando o saldo positivo foi de US$ 19,430 bilhões. Ela explicou que, no restante do segundo semestre deste ano, há estimativa de que a produção de petróleo aumente, o que deverá impulsionar as exportações do setor. Também se espera que as importações diminuam neste período.
Informativo de alteração temporária nos portões de acesso ao Porto Novo
A Superintendência do Porto do Rio Grande informa que, em condições meteorológicas favoráveis, entre os dias 02 e 05 de agosto, o acesso ao Porto Novo, através do portão 2, estará interrompido para recomposição do solo. Durante este período, o ingresso no Porto acontecerá através do portão 08. O acesso pelo portão 04 não sofrerá alterações.
O acesso da BR-392 à Avenida Honório Bicalho estará bloqueado, havendo outras alternativas de chegada ao Porto, através do bairro Getúlio Vargas.
Assessoria de Comunicação Social da SUPRG
A importação mensal teve a maior média diária para meses de julho (US$ 987,1 milhões) e, no acumulado do ano, as compras foram também recordistas, alcançando o valor de US$ 140,2 bilhões. No mês, houve déficit de US$ 1,9 bilhão e, no ano, o saldo negativo chegou a US$ 4,989 bilhões.
Em entrevista coletiva realizada hoje, no auditório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres, destacou o fato de que, excluídas as exportações de petróleo e derivados, as demais vendas brasileiras alcançaram o valor recorde no acumulado anual, de US$ 123,9 bilhões, superando o de 2011 (US$ 122,9 bilhões). Tatiana avaliou também que, excluindo as transações de petróleo e derivados (exportações e importações), o Brasil aferiu superávit de US$ 10,453 bilhões. “Para entender os resultados da balança comercial no ano de 2013, é preciso observar a movimentação da conta petróleo”, afirmou.
A secretária comentou que o déficit atual acumulado no ano na balança comercial, apesar de ser o maior na série histórica, pode ser contextualizado em relação ao total exportado. Nesta comparação, o déficit representou 3,7% do total exportado. Este percentual é o quarto maior ficando atrás das proporções deficitárias registradas em 1995 (16,6%), 1997 (9,1%) e 1998 (7,3%).
Tatiana manteve a previsão feita ao início do ano de que o Brasil terá superávit na balança comercial em 2013, com valor menor que o registrado em 2012, quando o saldo positivo foi de US$ 19,430 bilhões. Ela explicou que, no restante do segundo semestre deste ano, há estimativa de que a produção de petróleo aumente, o que deverá impulsionar as exportações do setor. Também se espera que as importações diminuam neste período.
Informativo de alteração temporária nos portões de acesso ao Porto Novo
A Superintendência do Porto do Rio Grande informa que, em condições meteorológicas favoráveis, entre os dias 02 e 05 de agosto, o acesso ao Porto Novo, através do portão 2, estará interrompido para recomposição do solo. Durante este período, o ingresso no Porto acontecerá através do portão 08. O acesso pelo portão 04 não sofrerá alterações.
O acesso da BR-392 à Avenida Honório Bicalho estará bloqueado, havendo outras alternativas de chegada ao Porto, através do bairro Getúlio Vargas.
Assessoria de Comunicação Social da SUPRG
Iniciada a dragagem do Saco da Fazenda.
Iniciou nesta quarta-feira a mobilização para dar início aos serviços de dragagem de aprofundamento da área que vai abrigar o Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí.
A Empresa Terraplanagem Asa Ltda., vencedora do processo licitatório para a dragagem do Saco da Fazenda para – 4 metros, iniciou nesta quarta-feira a mobilização para dar início aos serviços de dragagem de aprofundamento da área que vai abrigar o Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí. Os investimentos do Porto somam R$ 3,39 milhões e os serviços iniciam somente depois emissão da licença ambiental pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), que ocorreu na tarde de ontem, 30.Paralelo à dragagem, a empresa Porto Esportivo Itajaí, formada pelo Consórcio Viseu KL – composto pela Construtora Viseu Ltda e Karlos Gabriel Lemos ME –, concessionária do empreendimento, inicia obras de contenção do aterro hidráulico. Segundo o diretor técnico do Porto de Itajaí, André Pimentel, mais de uma draga executará os serviços, o que deverá agilizar os procedimentos.
A Empresa Terraplanagem Asa Ltda., vencedora do processo licitatório para a dragagem do Saco da Fazenda para – 4 metros, iniciou nesta quarta-feira a mobilização para dar início aos serviços de dragagem de aprofundamento da área que vai abrigar o Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí. Os investimentos do Porto somam R$ 3,39 milhões e os serviços iniciam somente depois emissão da licença ambiental pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), que ocorreu na tarde de ontem, 30.Paralelo à dragagem, a empresa Porto Esportivo Itajaí, formada pelo Consórcio Viseu KL – composto pela Construtora Viseu Ltda e Karlos Gabriel Lemos ME –, concessionária do empreendimento, inicia obras de contenção do aterro hidráulico. Segundo o diretor técnico do Porto de Itajaí, André Pimentel, mais de uma draga executará os serviços, o que deverá agilizar os procedimentos.
Superintendente do Porto foi o palestrante de encontro na Câmara de Comércio.
Superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, foi o palestrante desta quarta-feira (31) da Reunião-Almoço Tá em Pauta, realizada na Câmara de Comércio. Com o tema “O Porto do Rio Grande e as perspectivas de desenvolvimento para a região sul”, Lopes falou para um público de mais de 200 pessoas entre autoridades, empresários do setor portuário, representantes de entidades de classe, sindicatos, lideranças municipais e imprensa.
Inicialmente, Lopes abordou o trabalho desenvolvido em conjunto com os operadores portuários, terminais privados, sindicatos dos trabalhadores da orla portuária e toda a comunidade portuária. “Temos a missão de coordenar o complexo portuário, que inclui as atividades de comércio exterior e a indústria naval, e fazer com que aconteça um processo harmônico em nível nacional, estadual e municipal. Nosso objetivo é ser um porto eficiente com segurança, pontualidade e liquidez, mas sempre na busca por competitividade. O porto, através de sua multiplicidade de cargas, representa a riqueza do RS”, disse.
Entre os assuntos apresentados esteve a hinterlândia do porto, os vários segmentos abrangidos pelo complexo portuário, os dados estatísticos como a movimentação geral de cargas no primeiro semestre e a movimentação em valores. “Tivemos um crescimento de 24% na importação deste 1º semestre totalizando US$ 3,1 bilhões e de 15,5% na exportação fechando em US$ 6,7 bilhões”, afirmou.
Lopes também destacou o posicionamento do porto gaúcho no ranking dos portos de acordo com uma pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Entre cem portos avaliados no estudo, o Porto do Rio Grande ocupa o 1º lugar no Brasil e o 7º lugar no mundo em eficiência portuária para movimentação de grãos. Já segundo pesquisa feita pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), Rio Grande está em 6º lugar em valores exportados no Brasil. Além disso, conforme ranking divulgado pela Antaq, o porto está em 4º lugar em movimentação geral de mercadorias entre os portos brasileiros.
Entre os projetos em desenvolvimento, o Superintendente ressaltou a qualificação do porto novo com a repavimentação da área primária e a obra de modernização de 1.125m de cais, e tratou da homologação do canal de acesso ao porto, que inclui a sinalização náutica, dragagem e simulação virtual. Lopes apontou, ainda, as ações estratégicas já implementadas pela Superintendência do Porto do Rio Grande como o Plano Safra, o Plano Integrado de Gestão Ambiental, o projeto de geração de energia através dos sedimentos de dragagem realizado em convênio com a Universidade do Rio Grande (Furg), o projeto Molhes da Barra e o monitoramento e controle de acesso ao porto.
Além de projetos locais, o Superintendente falou sobre a inclusão do porto em projetos desenvolvidos pelo Governo Federal como VTMIS, Porto Sem Papel, Porto 24 hs e Plano Nacional de Dragagem 2 (PND). Entre as ações estratégicas que beneficiam a metade sul do Estado, foram elencadas o Plano Diretor do Distrito Industrial do Rio Grande, a duplicação do lote 4 da BR-392 (Avenida Portuária), a Ferrovia Norte-Sul, a qualificação da Lagoa Mirim e Laguna dos Patos, a travessia a seco entre Rio Grande e São José do Norte e a Ponte de Santa Isabel. “Todos nós temos o compromisso social e político com o desenvolvimento dessa terra, onde o diálogo é fundamental no planejamento do crescimento do RS”, finalizou Lopes.
Assessoria de Comunicação Social da SUPRG
Inicialmente, Lopes abordou o trabalho desenvolvido em conjunto com os operadores portuários, terminais privados, sindicatos dos trabalhadores da orla portuária e toda a comunidade portuária. “Temos a missão de coordenar o complexo portuário, que inclui as atividades de comércio exterior e a indústria naval, e fazer com que aconteça um processo harmônico em nível nacional, estadual e municipal. Nosso objetivo é ser um porto eficiente com segurança, pontualidade e liquidez, mas sempre na busca por competitividade. O porto, através de sua multiplicidade de cargas, representa a riqueza do RS”, disse.
Entre os assuntos apresentados esteve a hinterlândia do porto, os vários segmentos abrangidos pelo complexo portuário, os dados estatísticos como a movimentação geral de cargas no primeiro semestre e a movimentação em valores. “Tivemos um crescimento de 24% na importação deste 1º semestre totalizando US$ 3,1 bilhões e de 15,5% na exportação fechando em US$ 6,7 bilhões”, afirmou.
Lopes também destacou o posicionamento do porto gaúcho no ranking dos portos de acordo com uma pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Entre cem portos avaliados no estudo, o Porto do Rio Grande ocupa o 1º lugar no Brasil e o 7º lugar no mundo em eficiência portuária para movimentação de grãos. Já segundo pesquisa feita pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), Rio Grande está em 6º lugar em valores exportados no Brasil. Além disso, conforme ranking divulgado pela Antaq, o porto está em 4º lugar em movimentação geral de mercadorias entre os portos brasileiros.
Entre os projetos em desenvolvimento, o Superintendente ressaltou a qualificação do porto novo com a repavimentação da área primária e a obra de modernização de 1.125m de cais, e tratou da homologação do canal de acesso ao porto, que inclui a sinalização náutica, dragagem e simulação virtual. Lopes apontou, ainda, as ações estratégicas já implementadas pela Superintendência do Porto do Rio Grande como o Plano Safra, o Plano Integrado de Gestão Ambiental, o projeto de geração de energia através dos sedimentos de dragagem realizado em convênio com a Universidade do Rio Grande (Furg), o projeto Molhes da Barra e o monitoramento e controle de acesso ao porto.
Além de projetos locais, o Superintendente falou sobre a inclusão do porto em projetos desenvolvidos pelo Governo Federal como VTMIS, Porto Sem Papel, Porto 24 hs e Plano Nacional de Dragagem 2 (PND). Entre as ações estratégicas que beneficiam a metade sul do Estado, foram elencadas o Plano Diretor do Distrito Industrial do Rio Grande, a duplicação do lote 4 da BR-392 (Avenida Portuária), a Ferrovia Norte-Sul, a qualificação da Lagoa Mirim e Laguna dos Patos, a travessia a seco entre Rio Grande e São José do Norte e a Ponte de Santa Isabel. “Todos nós temos o compromisso social e político com o desenvolvimento dessa terra, onde o diálogo é fundamental no planejamento do crescimento do RS”, finalizou Lopes.
Assessoria de Comunicação Social da SUPRG
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