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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Arrecadação com novo centro logístico deve ser a segunda maior de Canoas, aponta prefeito

Empreendimento de R$ 210 milhões deve gerar 3,5 mil empregos diretos e 7 mil indiretos

Arrecadação com novo centro logístico deve ser a segunda maior de Canoas, aponta prefeito Reprodução/Reprodução














Centro será construído ao lado da rodovia Tabaí-Canoas (BR-386), a cerca de 2 km da Rodovia do Parque (BR-448) e a 3,5 km da estrada Canoas-Porto Alegre (BR-116)

O centro logístico Mega Intermodal teve lançamento oficial em Canoas nesta quarta-feira, após ser anunciado na semana passada na Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior. O empreendimento de R$ 210 milhões começará a ser construído em dezembro. A primeira etapa do projeto deve estar concluída em julho de 2013.

A área de 172 mil m² faz do complexo o maior da categoria na região Sul. O centro logístico será construído ao lado da rodovia Tabaí-Canoas (BR-386), a cerca de 2 km da Rodovia do Parque (BR-448) e a 3,5 km da estrada Canoas-Porto Alegre (BR-116). A proximidade com a malha ferroviária foi um dos fatores que pesou na escolha da empresa paranaense Capital Realty pelo local.

— A localização de Canoas no Estado é estratégica. Estudos apontaram, anteriormente, como o ponto ideal para ter uma operação logística — afirma o presidente Rodrigo Demeterco.



Segundo o prefeito Jairo Jorge, a arrecadação tributária com as empresas que se instalarem no local deverá ser a segunda maior do município, perdendo apenas para a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). Além disso, o centro deve gerar 3,5 mil empregos diretos e outros 7 mil indiretos.

— O mercado da região Sul quer e precisa deste empreendimento. É o maior investimento em Canoas nos últimos 40 anos — diz o prefeito.

A construção do empreendimento deve ser concluída em até cinco anos.
Estatal retoma ferrovia no Rio Grande do Sul Carlos Edler/Agencia RBS





Um ano depois de cancelar a primeira tentativa de licitação, a estatal Valec publicou nesta semana edital para contratar a empresa que elaborará estudos preliminares destinados à construção do trecho da ferrovia Norte-Sul que beneficia o Estado.

A obra, projetada para partir de Panorama (SP) e chegar ao porto de Rio Grande, tem 1,62 mil quilômetros e investimento estimado de R$ 6 bilhões.

Com a retomada do projeto depois de suspender o primeiro edital por denúncias envolvendo outras concorrências, a Valec espera contratar até setembro a empresa que vai elaborar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental e ter o trabalho pronto em dezembro. Quando for concluída, a Norte-Sul ligará o Rio Grande do Sul ao Pará com trens velozes.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, reuniu-se ontem em Brasília com diretores da Valec para pedir que os Estados sejam ouvidos na definição do traçado. Para Beto, a obra representaria uma revolução logística para o Estado:

— Após sair de Chapecó, entraria por Erechim, passaria pelas regiões de Passo Fundo, Carazinho, Santa Cruz, com ramais até Uruguaiana e Caxias do Sul, até chegar a Rio Grande.


A construção, estima o secretário, poderia começar em 2014 e a conclusão, para "daqui a seis ou sete anos". O investimento seria federal, mas não está definido o modelo de exploração.

Integrante do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o engenheiro ferroviário Daniel Lena Souto afirma que a Norte-Sul diminuiria os custos de transporte para o porto e de escoamento de produtos do Estado para outras regiões.

Embora não estejam contemplados no edital, a partir do eixo-principal do trecho gaúcho da ferrovia Norte-Sul poderiam ainda ser construídos mais dois ramais. Um deles, que teria uma extensão de 500 quilômetros e custaria cerca de R$ 2,5 bilhões, ligaria a região de Carazinho a Uruguaiana. Segundo Daniel Lena Souto, da Fiergs, a conexão com Caxias do Sul poderia ocorrer em um trecho de cerca de 70 quilômetros a partir de Colinas, município do Vale do Taquari, conforme estudos do Ministério dos Transportes.

Para o eixo principal da Norte-Sul, adianta o especialista, há outras duas opções consideradas em Brasília. Uma poderia ser um traçado paralelo à ERS-471 até chegar a Rio Grande. A outra seria fazer a ferrovia também passar pela região metropolitana de Porto Alegre.

Governo quer resgatar ferrovia como opção logística, diz ministro.



O ministro dos Transportes, Paulo Passos, afirmou que o governo está desenhando uma grande rede ferroviária de alta capacidade. Segundo ele, considerando todos os trechos, o governo vai abrir um grande corredor e poderá escoar mais de 5 milhões de toneladas de grãos e minérios.

— Vamos fazer uma articulação por meio de ferrovias modernas entre o Nordeste, o Sul e o Sudeste. Queremos resgatar as ferrovias brasileiras como alternativa de logística para o país e estamos trabalhando com a perspectiva de que não haja monopólio. A malha será compartilhada e, competitivamente, vai oferecer menores custos de transportes — afirmou, durante lançamento de pacote do governo para o setor de transportes.

O ministro explicou que a Valec, em nome do governo, comprará a capacidade integral de ferrovias em todo o país e fará uma oferta pública dessa capacidade, assegurando o direito de passagem dos trens em todas as malhas, dentro da perspectiva de modicidade tarifária.

A Valec, segundo o ministro, venderá parte dessa capacidade aos usuários que quiserem transportar cargas, aos operadores independentes e aos concessionários. Dos 10 mil quilômetros de ferrovias, 2,6 mil já estão mais avançados em termos de informações e estudos disponíveis, como o Ferroanel São Paulo trechos Norte e Sul, acesso ao Porto de Santos, Lucas do Rio Verde a Uruaçu, Estrela d'Oeste/Panorama/Maracaju e Açailândia/Vila do Conde.

Os estudos serão concluídos até dezembro. As audiências públicas serão feitas em janeiro, os editais serão publicados em março, as licitações serão feitas em abril e os contratos serão assinados entre maio e julho.

O ministro lembrou que o BNDES terá papel fundamental no financiamento dessas ferrovias em condições favoráveis. As taxas de financiamento devem ser TJLP mais até 1%, com carência de cinco anos, prazo de 25 anos e grau de alavancagem entre 65% e 80%.

Intenção é articular todas as regiões do país pelos modais

domingo, 2 de setembro de 2012

Seca causa prejuízos ao transporte fluvial no Rio Taquari

Somente estão passando pela barragem de Bom Retiro do Sul, barcos com dois metros de comprimento e, mesmo assim, sem a carga completa:imagem 2

Seca causa prejuízos ao transporte fluvial no Rio Taquari fotos

Zero Hora


PIB brasileiro cresce 0,4% no segundo trimestre de 2012, diz IBGE
Taxa de investimento, porém, tem queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior



O PIB brasileiro no segundo trimestre de 2012 cresceu 0,4%, conforme anunciou na manhã desta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores, o total chega a R$ 1,1 trilhão.

Em um momento de desaceleração da economia brasileira, o baixo crescimento no período já era esperado por especialistas da área.

O resultado foi um pouco superior ao 0,1% de crescimento do trimestre anterior. A leve melhora, de acordo com o economista Rafael Leão, da Austin Rating, é um sinal de retomada da economia brasileira. Para os economistas Daniel Cunha, da XP Investimentos e Fernanda Comsorte, do Santander, os próximos trimestres deverão apresentar resultados mais positivos.

No último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, a previsão de crescimento da economia brasileira para o ano para o ano ficava em 1,73%. Já o Ministério da Fazenda prevê um crescimento próximo aos 4% para 2013.

Para o economista da UFRGS, Marcelo Portugal, o país continuará crescendo em ritmo desacelerado nos próximos meses.

— Os resultados irão melhorar, mas muito devagar. Não podemos esperar que o crescimento do PIB seja maior que 1,7% no final do ano — afirma Portugal.

Na comparação com o segundo trimestre de 2011, o PIB cresceu 0,5%. No acumulado de 12 meses, a expansão foi 1,2 %. No primeiro semestre, o PIB apresentou aumento de 0,6%.

Entre os setores da economia, a maior expansão foi observada na agropecuária (4,9%). O setor de serviços cresceu 0,7%. A indústria teve queda de 2,5%.

Sob a ótica da demanda, foram observados aumento de 1,1% no consumo do governo e de 0,6% no das famílias. A formação bruta de capital fixo teve queda de 0,7% no período.

Apesar da melhora em relação ao trimestre anterior, um indicador preocupa nos números do PIB do segundo trimestre. A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que é uma espécie de termômetro dos investimentos no país, teve queda de 0,7% em relação aos primeiros três meses de 2012. Na comparação com o mesmo trimestre de 2011, o tombo foi ainda maior, de 3,7%. O sinal é inquietante porque investimento presente significa crescimento futuro. Sem recuperação nesse indicador, fica difícil projetar uma retomada mais consistente da economia brasileira.
ZERO HORA